
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Uma Neosaldina por favor.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
La vie en rose - Capítulo II

Embora possa parecer não, eu não abandonei o Água, as mais de duas semanas de total desatualização se devem a um motivo bem simples e - porque não dizer - bastante recorrente: se é verdade que o trabalho enobrece o homem, falta pouco para eu me tornar alto menbro de alguma família real...
Mas, deixando de lado as lamúrias e justificativas, vamos ao que interessa, o segundo capítulo da série La Vie en Rose.
Cadê o macarron que estava aqui?
Vocês já devem ter visto ou ouvido falar naqueles docinhos franceses que, de um tempo pra cá, viraram moda também por aqui, os macarrons. São uma espécie de biscoitinho cujo formato lembra um mini-hamburguer, colorido de acordo com o sabor: rosa, verde,caramelo...
Ir à França e não comer um desses é meio que um pecadozinho, equivalente a tomar um café no Brasil sem provar um pão de queijo.
Lá pelo final do meu terceiro dia em Paris, fazendo e vendo tantas coisas, me dei conta de que ainda não havia efetivamente provado tal iguaria e já estava mais do que na hora. Estávamos na Printemps, chiquérrima e abarrotada de gente, resolvi comer um macarron com estilo da Maison du Chocolat. Hmmm, lindo, apetitoso e cheiroso... Saí toda feliz com meu docinho em direção a escada, mas antes que eu pudesse dar a primeira mordida, ué? Cadê o macarron que estava aqui agora mesmo? Seria por acaso aquele que saiu rolando, rolando, rolando e está neste momento bem embaixo do pé daquele senhor?
Que raiva. Dinheiro , salivação e expectavivas jogados no lixo e nem senti o gostinho. Fui finalmente experimentar o doce no último dia de viagem, antes de ir para o aeroporto, perto do hotel, estava muito bom, mas fiquei com a sensação de que nenhum seria tão gostoso quanto aquele que não comi.
domingo, 3 de janeiro de 2010
La vie en rose - Capítulo I
- Primeiro mito quebrado: "se você não falar francês, será maltratada, os franceses detestam que falem em inglês"
Olha, a não ser que eu tenha dado, assim, uma sorte colossal de Deus ter colocado em meu caminho os TOP 100 simpatia da França, esta conversa é totalmente fiada. A comunicação lá rolava em inglês, espanhol, árabe, japonês, numa boa, e quando nada mais funcionava, sempre tinha a mímica para salvar a pátria, no final todo mundo se entendia sem stress. Tenho cá para mim que este papo deva ter sido plantado pelo dono da Aliança Francesa como forma de atrair alunos e, sabem como é, uma mentira repetida muitas vezes vira verdade.
- Estamos na Matrix?
Por mais que a história me desminta, afirmo que Paris é uma espécie de Disney, ou seja, projetada e construída para os turistas. Não é possível que uma cidade "normal" seja tão linda vista por qualquer ângulo! Mesmo desconsiderando os lugares embasbacantes como a Praça da Concórdia e os Jardins de Luxembrugo. Você vira um bequinho e pensa "aqui não vai ter nada", engano, lá está uma fonte, uma igreja, um café, um poste, tudo parecendo cenográfico de tão charmoso. Nada me convence do contrário, Paris na verdade é coisa do Projac.
- Lado B do Champs Elysès
Champs Elysès, luxo, glamour, beleza, sofisticação, riqueza e fama. Sim, tudo isto é verdade, mas o que eu não poderia imaginar era que a tão famosa avenida tivesse também o seu lado, digamos, pobre (ao menos na época das festas de final de ano). De um determinado ponto da Av em direção a Place de la Concorde foram montandas barraquinhas de madeira branca, imitando neve. Barraquinhas de "artesanato" vendendo todo o tipo de bugiganga inútil; barraquinhas de comida onde o cidadão que prepara a comida pega o dinheiro e te dá o troco com a mesma mão (argh); a galera comendo seus lanchinhos tranquilamente pelo meio da rua, nos banquinhos do jardim. Farofê tipo exportação...
- Where are you from?
Nem que eu tivesse ido à Italia teria visto tantos italianos, nem que eu tivesse ido ao Japão teria visto tantos japoneses. Os italianos faziam muito escândalo pra tudo, os japoneses tiravam muita foto e as japoneSAS compravam muitas grifes (momento invejinha). Os brasileiros estavam por toda a parte, mas isto nem precisava dizer.
- Classe até na hora do 1 e 2
Na época do Natal as ruas onde se localizam os grandes e chiquérrimos magazines parisienses, sobretudo à noite, se transformam em algo bem similar a Ladeira Porto Geral no quesito engarrafamento humano. Milhares de turistas se espremem para ver as vitrines (que são realmente incríveis) e a maravilhosa iluminação natalina. E, já que estão todos por ali mesmo, proque não dar uma entradinha? Resultado, as lojas ficam estrumbicadas de gente, não necessariamente comprando todos os Chanel, Lanvin, Dior, Alaya, Balenciagas (a exceção das japas) ali expostos. Achar um banheiro neste cenário não é tão fácil, portanto, após muito procurar, eis que surge dentro da Primtemps um tal de Point W/C, um misto de banheiro com loja de coisas fofas para banheiro que vão desde papel higiênico colorido até saboneteiras de madrepérola. Como para exatamente tudo naquela cidade, rolava uma filazinha básica e você pagava 1 euro para usar a cabine comum e 1,5 euros para usar a "cabine spa" que até agora não descobri do que se tratava (teria um ofurô ao lado da privada?!). O fato é que foi o xixi público mais limpinho que já fiz na vida: a cada cidadão que saia a funcionária entrava e higienizava tudo com álcool 70%, e a privada era daquelas super high tech com botõezinhos laterais. Achei muito fino, deveriam adotar aqui.
Próximas "aventuras": macarron de grife rolando pelo chão; calor humano nos cafés; navegando pelo Sena, metrô ou labirinto e mais Silviooo!
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
2010. Uh lá lá!
E como não dá para fugir de alguns clichês, antes de mais nada, quero desejar a todos um excelente 2010! Já que tivemos (não eu e você, claro, a humanidade) a idéia de dividir o tempo assim, em bloquinhos, para dar uma animada quando a nossa bateria começa a querer falhar, aproveitemos. Peguemos um dos calendários que ganhamos de presente de alguém, novinho em folha e olhemos para aquela página JANEIRO 2010 como um horizonte límpido a ser desbravado, uma ilha deserta que nos reserva frutas saborosas e flores coloridas e cheirosinhas mesmo que, na prática a gente saiba que não é beeeem assim...
Como já é de conhecimento de alguns, acabo de voltar de uma viagem de mini-férias a Paris e, devo confessar, ainda estou meio me estado de choque, mareada pelo fuso pelo voo super cansativo, perdoem-me se não faço um post de Boas Entradas melhor! Volto breve para comentar um tiquito da viagem, que, como todo ser humano ainda vou passar uns dias sobre o efeito "la vie en rose"...
domingo, 29 de novembro de 2009
Sorry
domingo, 22 de novembro de 2009
Era uma vez...

Hopes and Fears - Parte III
No começo é quase impossível acreditar que você será capaz de fazer um percurso simples, mesmo num bairro tranquilo, sem bater em algum poste, atropelar alguém, ou mesmo infartar, tamanho o nervosismo e inabilidade com o carro.
Aos poucos aquele sensação de "ei, não foi tão ruim assim" vai aumentando e você vai ficando mais confiante, semana após semana, você nota os progressos. Os percursos vão aumentando, a velocidade também, as marchas vão sendo trocadas 1°, 2°, 3° oooops 4°? 5° ??!! Eu, em 5°?!!
De repente, eis você na Radial Leste, 23 de Maio, se achando o máximo. Neste processo, existem as recaídas, aquelas aulas que são péssimas, nas quais você tem certeza de que desaprendeu tudo... Mas, nada como um dia após o outro, com doses de muita perseverança. Aquela cena de você dirigindo sozinha e confiante por aí, já não parece tanto com um filme de ficção científica.
Eis que a teraupeta declara que você está, enfim, pronta para passar para a segunda fase do tratatamento: as tarefas. As tarefas consistem em fazer pequenos percursos, todos os dias, sozinha,com o seu próprio carro. Longe da proteção do carro da clínica, sem AT`s por perto... Parece fácil, mas, acreditem, para um fóbico em tratamento não é MESMO. Você que até ontem estava pagando de gatinha na Juscelino Kubitschek volta a tremer na base para dar uma simples volta no quarteirão. Toda a insegurança volta e cumprir as tarefas diárias parece uma tortura. Esta recaída é comum e já esperada pelo psicólogo nesta fase do tratamento, é aí que a gente vai lutar não contra a falta de técnica, de domínio mecânico do carro, mas sim com a gente mesmo. Tudo vem à tona. Vou atrapalhar os outros na rua? Será que vão ficar me olhando? O carro vai morrer? O que eu vou fazer diante de uma situação inesperada, vou ter agilidade pra sair?
Ligar o carro, sair da garagem, o coração dispara.
Continua...
